A educação não perdeu formas. Perdeu sentido.

Podemos manter tudo funcionando – e ainda assim perder o que sustenta a experiência.

Se algo na educação já te pareceu fora do lugar, este percurso foi feito para você.

É um convite para recolocar o tempo, o rito e a experiência simbólica no centro da educação.

Um percurso online, com encontro presencial opcional.

 

APRESENTAÇÃO

Vivemos em um tempo marcado pela aceleração, pela produtividade e pela fragmentação das experiências.

No campo da educação, esse movimento tem produzido práticas cada vez mais orientadas pelo desempenho e pela lógica do evento — muitas vezes em detrimento do sentido, do vínculo e da experiência compartilhada.

Nesse cenário, algo fundamental se enfraquece: a capacidade de sustentar rituais, habitar o tempo e construir o comum.

As celebrações, que historicamente, sustentavam práticas de encontro, memória e pertencimento, vêm sendo, em muitos casos, transformadas em eventos pontuais e performáticos, esvaziados de significado nos contextos educativos.


Este não é apenas um curso.


É um curso-travessia que nasce da necessidade de recolocar uma pergunta central na educação contemporânea:

A partir dessa questão, propomos um percurso espiralar que investiga o papel do tempo, dos rituais e das celebrações na formação humana.

Mais do que discutir festas ou datas comemorativas como marcos do calendário, o curso convida a atravessá-las como experiências vivas — territórios de memória, cultura e encontro. Ao longo do percurso, investigamos como elas podem sustentar práticas de construção de sentido, pertencimento e comunidade na educação.

 

Neste percurso, algumas questões tornam-se centrais:

  • o que se perde quando os rituais desaparecem
  • de que modo as celebrações são capturadas pela lógica da performance
  • como as festas e celebrações podem ser compreendidas como territórios de saber, fundamentais à construção de uma pedagogia com DNA brasileiro
  • de que maneira corpo, memória e território podem sustentar essa construção

 

Este percurso se fundamenta no livro autoral Abordagem Participativa com DNA brasileiro, no qual Bruna Ribeiro desenvolve uma compreensão de ritos, tempo e celebrações como dimensões da formação humana. A partir dessa base, o curso se constrói em diálogo com saberes acadêmicos e saberes vivos das tradições populares.

Neste sentido, celebrar é compreendido como um ato ético, estético e político de reconstrução do mundo comum.

 

OBJETIVO DO CURSO-TRAVESSIA

Compreender como as transformações no modo de viver o tempo e os rituais na contemporaneidade impactam a experiência humana e os processos educativos, problematizando a redução das celebrações a eventos e propondo sua ressignificação como territórios de saber e práticas simbólicas capazes de reconstruir o sentido, fortalecer vínculos e sustentar o comum na educação.

 

PARA QUEM É ESTE CURSO

Este curso é para quem atua na educação — e para quem, de diferentes lugares, se vê implicado nas questões da formação humana.
Sobretudo, para quem se percebe inquieta, teimosa e, em muitos momentos, exausta — e ainda assim não abre mão de sustentar práticas com sentido.
Pessoas interessadas em recolocar o tempo, o rito e o comum no centro da experiência educativa.

O PERCURSO DA TRAVESSIA

 

Um caminho organizado em ciclos que se conectam e se aprofundam em movimento contínuo.

Este não é um conjunto de aulas.

É um convite a deslocar o olhar.

 

Ciclo 1 – Do tempo cíclico ao tempo linear: impactos na construção da subjetividade

Uma travessia pelas formas de viver o tempo e pelos efeitos dessa passagem na experiência humana, na subjetividade e na educação.

 

 

  • A organização da vida nas sociedades tradicionais: tempo cíclico, natureza e ritual.
  • A reconfiguração do tempo na modernidade: produção, aceleração e mercantilização da vida
  • A transformação dos rituais e seus impactos na constituição da subjetividade.

 

 

Ciclo 2 – Rituais como estruturantes da vida humana

Rituais na construção de sentido, na formação de vínculos e na sustentação da vida em comunidade.

 

 

  • Rituais como estruturantes da experiência humana.
  • A dimensão simbólica dos rituais.
  • O ritual como passagem do individual ao coletivo.
  • A perda dos rituais na modernidade e seus impactos em adultos, bebês e crianças.

 

 

Ciclo 3 – Festas, ritos e datas comemorativas na escola: entre o rito e a performance

Uma investigação sobre o que se perde, na educação, quando a celebração se transforma em evento.

 

 

  • Celebrações, festas, ritos e datas comemorativas: distinções necessárias para compreender seus sentidos na experiência educativa.
  • A tensão entre ritual e performance: quando o simbólico se esvazia e se converte em exibição.
  • A escola como espaço ritualístico: entre a produção de sentido e lógica do espetáculo.
  • Celebrações como escolhas éticas, estéticas e políticas.

 

 

Ciclo 4 – Celebrações a serviço do reencantamento do mundo

As celebrações, na educação, como práticas simbólicas, éticas e políticas de reconstrução do comum.

 

 

  • A restauração do sentido ritual das celebrações como gesto de reencantamento da vida.
  • Celebrações como práticas de insurgência coletiva e reinvenção do comum.
  • Educação com borogodó: corpo, presença e simbólico como experiência viva.
  • A construção da comum-unidade: festas que produzem pertencimento, vínculo e continuidade.

 

 

Ciclo 5 – O DNA brasileiro nas festas populares: modos de sustentar o mundo

As festas populares como territórios de saber, corpo e memória — onde a cultura viva sustenta o mundo e enraíza práticas educativas com DNA brasileiro.

 

 

  • O DNA brasileiro nas festas populares: celebrar como forma de pensar e sustentar o mundo.
  • Festas populares como territórios de saber, corpo e memória.
  • As vozes da tradição: mestres e brincantes.

 

 

Ciclo 6 – Encontro presencial opcional: Celebrar com o corpo, pensar com o rito.

Um encontro vivido no corpo – onde celebrar e pensar se tornam uma só experiência.

 

 

Participação opcional.

A participação no encontro presencial envolve um investimento adicional, não incluído no valor do curso.

Neste percurso, você encontrará:

 

  • Um percurso teórico consistente e acessível.
  • Articulação entre pensamento crítico e prática educativa.
  • Leitura aprofundada da contemporaneidade.
  • Análise das celebrações para além da superfície.
  • Propostas para ressignificação das práticas educativas.
  • Um espaço de reflexão sobre educação como experiência simbólica.

Se a educação participa da formação do mundo que habitamos, reaprender a celebrar pode ser um dos caminhos para reconstruir o comum e — reencantar a experiência humana.

Se essa questão te atravessa, este é o momento de entrar na travessia.

INFORMAÇÕES DO PERCURSO

 

Formato
Online, com encontros ao vivo e acesso aos materiais.

Duração
5 encontros online + 1 encontro presencial opcional*

*Encontro presencial opcional, com investimento à parte.

Datas

Abril
29/04

Maio
06, 20 e 27/05

Junho
03/06
06/06: Encontro presencial opcional

Encontros online

Quartas-feiras, 19h às 21h

 

Investimento

R$ 600,00 à vista
ou em 12 x de R$ 62,05

Acesso a todo o percurso, encontros ao vivo, gravações e materiais de apoio.

Se fez sentido para você, este é o momento de garantir sua vaga na travessia.

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